

Mariana Patarra Simão @mariana.psimao

Mariana Patarra Simão @mariana.psimao

No universo elegante dos concursos internacionais de beleza e da moda europeia, Mariana Patarra Simão destaca-se como uma das novas representantes da beleza portuguesa com projeção internacional. Modelo e Rainha de Beleza, Mariana conquistou o título de Miss Mesoamérica Portugal 2026, depois de já ter brilhado anteriormente como Miss Ribatejo 2024, consolidando o seu percurso dentro do mundo dos pageants e do modelismo.
Natural de Portugal, Mariana traz consigo a elegância, a sensibilidade cultural e a autenticidade que caracterizam uma nova geração de mulheres portuguesas que combinam talento, disciplina e identidade. Desde muito jovem, a dança desempenhou um papel fundamental na sua vida, especialmente através das sevilhanas e do flamenco, uma paixão que moldou a sua presença em palco e a sua expressividade artística.
Para além da beleza e da presença diante das câmaras, Mariana representa também valores como dedicação, empatia e evolução pessoal. A sua trajetória demonstra que os concursos de beleza vão muito além do glamour, sendo também espaços de crescimento humano, aprendizagem e superação.
Atualmente, Mariana equilibra os estudos universitários, a dança, o trabalho e a sua agenda como modelo e Miss, mostrando que determinação e organização são essenciais para alcançar sonhos. Com o olhar voltado para o futuro, a jovem portuguesa continua a construir um caminho promissor na moda, nos concursos internacionais e possivelmente também no entretenimento.
Nesta entrevista exclusiva, Mariana partilha a sua história, inspirações e a visão que tem para o seu futuro como representante da beleza portuguesa no cenário internacional.

1 – Mariana, muito obrigado por ter aceite o nosso convite. Natural de Portugal, o que é que sempre gostou na cidade onde nasceu e cresceu? Quais são os passatempos de toda a vida que a Mariana continua a perseguir e de que não consegue desistir? O que é que lhe traz um sorriso ao rosto ou lhe dá uma grande alegria?
Olá! Antes de mais, agradeço imenso o convite para esta entrevista.
Cresci numa vila pequena e aquilo que sempre mais me fascinou foram as suas gentes. Há uma grande proximidade entre as pessoas. Todos se conhecem, todos dizem “bom dia” e existe um verdadeiro sentido de comunidade que guardo com muito carinho.
Danço sevilhanas e flamenco no grupo La Caña (@sevilhanaslacana) desde os cinco anos, e é a minha grande paixão. A dança sempre fez parte da minha vida e é algo de que não consigo, nem quero, desistir. Durante alguns anos também toquei saxofone alto numa pequena orquestra na vila dos meus avós. Infelizmente tive de deixar, mas guardo muitas saudades de o fazer.
O que mais me faz sorrir são os jantares de família às sextas-feiras, na casa da minha avó materna. São jantares caóticos, cheios de conversas cruzadas, risos e crianças a brincar. São momentos muito simples, mas que significam tudo para mim.
2- Modelo – Rainha de Beleza, Miss Mesoamérica Portugal 2026 – Miss Ribatejo 2024. Como é que a Mariana decidiu dar os seus primeiros passos no mundo da modelagem e dos concursos? Que sentimentos tem em relação a fazer o que gosta, o que a apaixona? É fácil?
Cresci a ver o Miss Universe na televisão e sempre me fascinei pelo brilho dos vestidos, pela elegância dos desfiles e pela magia do palco. Na altura, não imaginava que ser Miss representasse muito mais do que isso. Tive também a oportunidade de dançar em dois anos distintos no intervalo da gala de eleição da Miss Setúbal, o que me permitiu conhecer melhor os bastidores e perceber verdadeiramente o que envolve este tipo de concurso. Anos mais tarde, quando o título Miss Ribatejo 2023 foi conquistado por uma jovem da minha aldeia (Carolina Augusto), algo despertou em mim e comecei a questionar-me sobre se eu também conseguiria.
Um dia, estava casualmente na universidade quando vi o anúncio de que as inscrições para a Miss Ribatejo 2024 estavam abertas. Pensei imediatamente “Porque não?” e inscrevi-me. Sempre acreditei no meu potencial, mas nunca imaginei que pudesse chegar até onde cheguei.
Sou uma pessoa que coloca amor e dedicação em tudo o que faz, mas confesso que nem sempre é fácil. Na semana anterior à gala que iria eleger a Miss Ribatejo 2024, vivi um dos momentos mais difíceis da minha vida. O meu cão, que me acompanhou durante toda a infância, faleceu inesperadamente. Cheguei a ponderar desistir, mas foi a minha família que insistiu para que continuasse e visse até onde o concurso me levaria.
Atualmente concilio a universidade, o trabalho, a dança, o título de Miss e alguns trabalhos como modelo. É essencial ter uma boa gestão de tempo e saber ouvir o nosso corpo e a nossa mente quando me dizem que precisam de descansar.

3- Mariana, tens consciência do teu crescimento como pessoa, modelo e rainha da beleza? Como gostas de interagir com os teus seguidores que te acompanham? Qual é a tua rede social preferida?
Desde que entrei no mundo dos concursos Miss, sinto um enorme crescimento a nível pessoal. Esta experiência trouxe-me aprendizagens que aplico no meu dia a dia! Desde a forma como comunico até à confiança com que me apresento ao mundo e a maneira como lido com desafios.
Nas minhas redes sociais procuro ser espontânea e autêntica. Tenho tido a felicidade de colaborar com algumas marcas. Claro que gostava de aumentar o meu número de seguidores, mas não quero sentir pressão para criar conteúdo constante ou expor demasiado a minha vida pessoal. Para mim, é essencial manter a minha essência.
Escolher apenas uma rede social favorita não é fácil. O WhatsApp é, sem dúvida, a aplicação que mais utilizo para comunicar no dia a dia. O Instagram é onde partilho mais fotografias e onde tenho a maior comunidade. Também recorro bastante ao Pinterest para procurar inspiração. Mas, se tiver mesmo de escolher uma, diria que o TikTok. Tanto encontro vídeos que me fazem rir como conteúdos sobre moda, tendências e dicas úteis para o dia a dia. É leve, criativa e inspira-me bastante.
4- Na sua opinião, qual é a marca de Mariana, única em cada atividade que realiza como pessoa e modelo?
Acredito que a minha marca pessoal é o amor e a dedicação que coloco em tudo aquilo que faço. Seja na dança, na universidade, no meu trabalho ou enquanto modelo e Miss, entrego-me sempre por inteiro. Nem sempre tudo corre na perfeição, mas fico de consciência tranquila porque sei que dei o meu melhor e que coloquei empenho e coração em cada detalhe. Se há algo que me define, é essa entrega genuína e a vontade constante de evoluir, sem perder a minha essência.

5- Que valores, cuidados e hábitos são importantes ter/adotar para ser modelo?
A indústria da moda nem sempre é um caminho fácil. No entanto, felizmente vivemos numa época em que já não existe apenas um padrão único de beleza. Pelo contrário, a diversidade e a autenticidade de cada pessoa são cada vez mais valorizadas.
Na minha opinião, é fundamental cuidar de nós mesmos. Ter a higiene pessoal em dia e reservar tempo para cuidar do corpo e da mente (seja através da hidratação, do exercício físico ou de um hobby que nos faça bem). Não se trata de corresponder a um padrão ou de estar sempre arranjada, mas sim de cultivar bem-estar, saúde e autoestima. Tem muita influência na nossa postura no dia-a-dia.
Para além da imagem, os valores são essenciais. Nunca devemos esquecer os nossos princípios. Saber impor limites quando necessário, ter profissionalismo, pontualidade, respeito e saber trabalhar em equipa são qualidades indispensáveis. A forma como uma modelo se comunica e posiciona nos bastidores é tão importante quanto a sua presença em frente à câmara.
6- O que sentiste quando foste modelo pela primeira vez diante de uma câmara e de uma câmara de vídeo? O que sentiste quando foste modelo pela primeira vez num concurso de beleza?
Felizmente, tive a sorte de trabalhar com equipas, sobretudo com mulheres, que me fizeram sentir confortável e confiante. Isso fez toda a diferença e permitiu-me de imediato encarar a experiência com mais naturalidade e leveza, como se já o fizesse há muito tempo.
Em relação ao primeiro concurso de beleza, o palco nunca foi um problema para mim. Danço desde os cinco anos, por isso estar em palco já faz parte da minha vida e é um lugar onde me sinto em casa. Tinha apenas um pouco de receio associado componente competitiva. No entanto, essa sensação rapidamente se desvaneceu. Fiz amizades verdadeiras e aprendi imenso com meninas lindas, por dentro e por fora. Criou-se um espírito de entreajuda e partilha tão bonito que, muitas vezes, quase me esquecia de que estávamos num concurso.

7- Mariana, gostarias de entrar na indústria do entretenimento em alguma fase da tua vida, como a televisão, a rádio, ou talvez mais orientada para a representação, o cinema, o teatro? Sempre foste extrovertida?
Se surgisse a oportunidade, aceitaria o desafio. Gosto muito de me superar e de experimentar áreas novas.
O teatro, em particular, sempre me fascinou, desde as visitas de estudo da escola. É uma forma de representação intensa e expressiva, onde podemos explorar emoções de forma mais ampla. Decorar falas não seria um obstáculo para mim. A rádio também me parece uma área muito interessante. Ouço bastante rádio quando estou a trabalhar, nos transportes públicos ou a conduzir, e muitas vezes dou por mim a rir sozinha com as conversas dos locutores. É curioso como a voz consegue oferecer tanta companhia.
Na verdade, sempre fui bastante introvertida. Sinto que os concursos de beleza me ajudaram a ganhar confiança, a comunicar melhor e ser muito mais desinibida. Quando ganho confiança, consigo falar até me cansar! Adoraria ter um podcast onde pudesse partilhar os meus pensamentos e ter conversas aleatórias.
8- Mariana, o que achas do poder das redes sociais e das novas tecnologias?
Acredito que, como quase tudo na vida, têm um lado positivo e outro negativo. Por um lado, podem tornar-se perigosas. Hoje em dia, com o avanço da inteligência artificial, é cada vez mais difícil distinguir o que é real do que não é. Também sinto que as novas tecnologias estão a ser introduzidas muito cedo na vida das crianças. Cada vez existe mais dificuldade em manter a concentração em atividades simples, porque há uma necessidade constante de estímulos rápidos e imediatos. Na adolescência os riscos também aumentam, uma vez que ainda se está a formar a noção do que é certo ou errado. Seja pela exposição, seja pelo contacto com desconhecidos.
No entanto, as redes sociais dão-nos voz, permitem-nos comunicar com maior facilidade, criar oportunidades e aprender coisas novas em diversas áreas. São uma porta para o conhecimento e para a ligação entre pessoas.

9- O que diria aos pais que não apoiam o talento dos filhos e que conselhos daria aos jovens que têm talento e capacidade, mas não se atrevem a dar o passo seguinte?
Primeiramente, o conselho que daria aos jovens seria que se atrevessem a dar o próximo passo, independentemente das circunstâncias. Não duvidem de vocês nem das vossas capacidades. Muitas vezes nunca nos sentimos totalmente preparados, e isso é normal. Por isso, o mais importante é avançar, arriscar e dar sempre o vosso melhor.
Aos pais, diria que o apoio é fundamental no desenvolvimento dos filhos. Quando os jovens sentem que os seus progenitores acreditam neles e no seu talento, a sua confiança cresce significativamente. Esse apoio pode ser decisivo para que tenham a coragem de perseguir os seus sonhos e desenvolver plenamente o seu potencial.
10- Que lições retira todos os dias de toda esta experiência num mundo cheio de glamour, design e beleza como pessoa, como ser humano?
Claro que retiro algumas lições mais superficiais, como aprender a cuidar melhor do meu cabelo, do meu corpo e da forma como me visto. Esses aspetos ajudaram-me a desenvolver uma melhor apresentação pessoal. No entanto, as aprendizagens vão muito além disso. Aprendi a conhecer-me melhor enquanto pessoa, tornei-me mais empática e melhorei muito a minha postura, não apenas a nível físico, mas também na forma como me apresento e comunico. Fortaleci a minha confiança e comecei a acreditar mais nas minhas capacidades. Sinto que sou uma pessoa mais segura, mais determinada e mais preparada para lidar com novas oportunidades e obstáculos que possam surgir.

11- O que pensa sobre o empoderamento das mulheres nos últimos anos, alcançando posições de topo em todo o mundo?
Penso que o empoderamento das mulheres e a conquista de posições de topo nos últimos anos representam um avanço muito importante para a sociedade. No entanto, acredito que ainda existe um longo caminho a percorrer. Em muitos casos, as mulheres continuam a sentir que precisam de trabalhar mais e provar constantemente o seu valor para serem reconhecidas e respeitadas em cargos de liderança.
Considero que o mais importante é garantir igualdade de oportunidades entre homens e mulheres. Não se trata de alcançar uma posição apenas por se ser mulher, mas sim de assegurar que todas as pessoas tenham as mesmas condições, oportunidades e reconhecimento pelo seu mérito, capacidade e trabalho. Só assim será possível construir uma sociedade mais justa e equilibrada.
12- O que a motiva e o que a faz sentir-se grata todos os dias?
Se enumerasse tudo o que me motiva e me faz sentir grata todos os dias, provavelmente nunca mais sairíamos daqui. A verdade é que acredito muito que a gratidão está nos pequenos pormenores da vida. São muitas vezes as coisas mais simples que acabam por fazer toda a diferença. Tento valorizar essas pequenas coisas porque são elas que no fundo dão sentido aos nossos dias e nos lembram do que realmente importa.

13- Gostas de viajar, que países já conheces, que outros países gostarias de visitar e que locais recomendarias para visitar em Portugal, o teu país natal?
Gosto muito de viajar e de conhecer novos lugares. No entanto, ainda não tive muitas oportunidades de viajar para fora do meu país. Na verdade, esta é apenas a segunda vez que tenho a oportunidade de andar de avião. A primeira vez foi em dezembro passado, num voo de cerca de duas horas de Portugal para a Suíça. Fora isso, apenas visitei Espanha, de carro, já que é um país vizinho. Tive a oportunidade de conhecer cidades como Huelva, Sevilha e Mérida, que achei muito bonitas e cheias de história, principalmente Mérida.
A maioria das viagens que fiz foram dentro do meu próprio país, Portugal. O que mais me maravilha são os palácios, os castelos e também as paisagens naturais e o campo, que mostram muito da história, da beleza e da essência do nosso país. Além disso, conhecer as suas gentes e fazer refeições em restaurantes tradicionais, uma vez que temos uma gastronomia tão rica.
No futuro, gostaria muito de visitar outros países e conhecer diferentes culturas, e certamente voltarei a El Salvador para conhecer melhor o país.

14- Estas linhas são tuas Mariana, muito obrigado.
Chamo-me Mariana Patarra Simão, tenho 20 anos e sou uma jovem portuguesa muito ligada às minhas raízes, à minha família e às minhas paixões. Atualmente trabalho na secretaria dos Bombeiros Voluntários de Canha, uma experiência que me permite estar próxima da comunidade e valorizar ainda mais o espírito de entreajuda e dedicação ao próximo. Em simultâneo, estou a frequentar a Licenciatura em Higiene Oral na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa, curso académico que escolhi por querer contribuir para a saúde e bem-estar das pessoas, fazendo-as sorrir com mais confiança.
Tive a oportunidade de aprender a tocar saxofone alto, uma vez que participei numa pequena orquestra na vila dos meus avós, uma experiência que guardo com muito carinho e saudade. No entanto, a minha verdadeira paixão é a dança. Danço sevilhanas e flamenco desde os 5 anos, e através dela encontrei uma forma de expressão que me acompanha até hoje, além de conexão com o meu país vizinho, a Espanha.
Sou também profundamente ligada à minha família. Tenho a sorte de fazer parte de uma família muito unida, que sempre me apoiou, incentivou e acreditou em mim. Esse suporte tem sido essencial em todos os passos que dou e é uma das minhas maiores bases.
Foi um enorme orgulho representar a minha região, o Ribatejo, no Miss Portugal. Agora, ter a oportunidade de representar o meu país num concurso internacional é a concretização de um sonho e a oportunidade de uma vida. Quero levar comigo a essência do povo português, especialmente a força e a autenticidade da mulher portuguesa. Ao mesmo tempo, sinto que é importante ajudar a desmistificar o que significa ser Miss. Ainda existe muito preconceito e muitas ideias erradas: que uma miss tem de ser perfeita, ter um corpo padrão ou que o seu papel se resume a desfilar, usar maquilhagem, uma coroa e uma faixa, e dizer apenas aquilo que os outros querem ouvir. Na realidade, ser miss é muito mais do que isso. É ter voz, defender causas, inspirar pessoas, representar valores e ter um propósito. É também mantermo-nos fiéis a quem somos.
Acima de tudo, também somos humanas. Temos a nossa vida pessoal, os nossos desafios e imperfeições. Não andamos sempre arranjadas e, certamente, não somos perfeitas. Mas é precisamente essa autenticidade que nos torna verdadeiras representantes e exemplos para outras pessoas. O mais importante é usar esta plataforma para fazer a diferença e mostrar que cada pessoa pode alcançar os seus sonhos sendo fiel a si mesma.

Entrevista realizada por Jaime Mybs a Mariana Patarra Simão – Portugal
Entrevista autorizada por Mariana Patarra Simão – Perumira – Jaime Mybs
Derechos Reservados a nombre de Mariana Patarra Simão – Perumira – Jaime Mybs

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